Agência europeia inicia análise em tempo real da CoronaVac

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) informou nesta terça-feira (4) que iniciou uma análise em tempo real da vacina CoronaVac, da chinesa Sinovac, contra a covid-19, com base em resultados preliminares de testes com animais e humanos que indicam que o produto gera resposta imunológica contra o novo coronavírus.

Dados da vacina serão analisados à medida que se tornarem disponíveis para ajudar a acelerar possíveis aprovações, disse a EMA.

Trata-se da primeira vacina chinesa que a agência estuda em tempo real, e a quarta vacina contra covid-19 sob análise – as outras são as da CureVac, da Novavax e a russa Sputnik V.

A vacina da Sinovac mostrou taxas de eficácia de 50% a 90% em estudos diferentes, e atualmente tem autorização de uso na China, Indonésia, no Brasil e na Turquia, entre outros.

Ela utiliza versões inativadas ou mortas do vírus SARS-CoV-2 para ajudar o sistema imunológico a fabricar anticorpos.

No início de abril, a Sinovac disse que sua terceira fábrica de produção da vacina está pronta, o que dobra a capacidade anual para 2 bilhões de doses. A empresa ainda disse que mais de 200 milhões de doses da vacina foram distribuídas globalmente.

As análises contínuas são concebidas para acelerar o processo de aprovação, permitindo que pesquisadores apresentem resultados em tempo real antes de os dados finais dos testes estarem disponíveis.

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Biden promete crescimento da economia e do emprego

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, afirmou que o país vai crescer este ano no maior ritmo em quatro décadas e prometeu mais emprego, durante discurso no Congresso para marcar os 100 dias de governo.

Em sessão conjunta da Câmara dos Representantes e do Senado, ele lembrou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê o crescimento da economia norte-americana a uma taxa de 6% já este ano, em discurso indicando que o país está virando a página da crise. “Os Estados Unidos estão outra vez em movimento. Não podemos parar agora”, disse.

Biden acrescentou que o país emerge da crise sem precedentes provocada pela pandemia de covid-19, citando a fratura da sociedade e os ataques à democracia impulsionados pelo antecessor, o republicano Donald Trump.

“Há 100 dias, os Estados Unidos estavam em chamas”, disse o democrata, afirmando que as ações do Executivo mudaram as perspectivas do país.

Pandemia

Ao lembrar que herdou o combate à covid-19 quando iniciou o mandato, em 20 de janeiro, Joe Biden defendeu que a campanha de vacinação é “um dos maiores sucessos logísticos” na história do país.

“Prometi 100 milhões de vacinas [contra a] covid-19 em 100 dias”, disse o político, destacando que esse número foi afinal mais que o dobro, 220 milhões.

“Mais da metade dos adultos receberam pelo menos uma dose”, disse Biden, acrescentando que “a morte de idosos baixou 80% desde janeiro”.

Classe média, emprego e ensino

O discurso ficou marcado também pela defesa da classe média norte-americana, com propostas econômicas para apoiar os mais afetados pela crise sanitária e aumentar os impostos dos mais ricos.

“Wall Street não construiu este país. A classe média construiu este país, e os sindicatos construíram a classe média”, disse Biden, defendendo o combate ao fosso entre os mais ricos e os mais pobres.

“Vinte milhões de americanos perderam o emprego durante a pandemia”, recordou, frisando que, “ao mesmo tempo, cerca de 650 bilionários viram a sua riqueza aumentar mais de US$ 1 trilhão”.

“É tempo de as empresas americanas e o 1% mais rico começarem a pagar a sua parte”.

O aumento de impostos que Biden propõe, de 39,6% para os que ganham mais de US$ 400 mil por ano, é o que estava em vigor quando o republicano George W. Bush “se tornou presidente”, indicou.

O democrata disse ainda que, durante os primeiros 100 dias do mandato, foram criados “mais de 1,3 milhão” de postos de trabalho, “mais do que qualquer presidente” no mesmo período. Segundo ele, o programa de criação de emprego, apresentado no início do mês, representa investimento de US$ 2,3 trilhões em infraestrutura. “É o maior plano de criação de emprego desde a Segunda Guerra Mundial”.

Biden voltou a defender o aumento do salário mínimo para US$ 15 por hora, uma proposta rejeitada pelos senadores republicanos durante a discussão do pacote de estímulo econômico. Alertou ainda os legisladores para a necessidade de baixar o preço dos medicamentos.

Essa decisão teria impacto na prescrição de fármacos pelo Medicare, serviço de seguros de saúde gerido pelo governo para cidadãos com rendimentos mais baixos, que atualmente está impedido de negociar diretamente o preço dos remédios com as farmacêuticas.

Durante sua campanha, Biden prometeu reverter esse impedimento, mas a legislação ainda não foi submetida à apreciação do Congresso.

O presidente dos EUA apresentou também proposta para um serviço pré-escolar universal e dois anos de frequência gratuita nas faculdades públicas, entre outras medidas.

*Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal

Covid-19: Biden diz estar negociando envio de vacinas a outros países

Os Estados Unidos (EUA) estão discutindo quando podem começar a enviar vacinas contra covid-19 para a Índia e outros países, ao mesmo tempo em que preparam a entrega de medicamentos e outros equipamentos para a Índia em meio a um aumento de casos no país, disse o presidente dos EUA, Joe Biden, nessa terça-feira (28).

“Acredito que estaremos em posição de poder compartilhar vacinas e conhecimento com outros países que realmente precisam. Essa é a esperança e a expectativa”, afirmou Biden a repórteres, após fazer uma declaração sobre o novo coronavírus na Casa Branca.

O presidente disse que conversou longamente com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, inclusive sobre quando os Estados Unidos poderão enviar vacinas para o país, de 1,3 bilhão de habitantes, e assegurou a intenção clara de fazê-lo.

Biden não deu uma data específica para o início das remessas de vacinas, mas a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, informou, na segunda-feira (26) que os EUA poderiam começar a enviar até 60 milhões de doses da vacina da AstraZeneca contra o novo coronavírus, nas próximas semanas, para outros países.

O presidente ainda confirmou que os EUA começarão a prestar assistência e enviar outros suprimentos à Índia, incluindo o antiviral remdesivir, da Gilead Sciences, e as peças mecânicas necessárias de maquinaria para fabricar vacina.