“Vacina contra a Covid-19 protege”, afirma primeira paranaense imunizada

A Secretaria da Saúde do Paraná confirmou nesta quarta-feira (14) o oitavo caso da variante delta no Estado. Trata-se de uma mulher, de 46 anos, residente em São José dos Pinhais (2ª Regional de Saúde), na Região Metropolitana de Curitiba. Como os sete anteriores, este caso da variante B.1.617.2 também foi confirmado por sequenciamento genômico realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

A mulher apresentou sintomas de Covid-19 em 15 de junho, realizou RT-PCR no dia 16 de junho, foi internada, mas não resistiu e foi a óbito no dia 18 de junho. Com esse novo caso, são quatro óbitos confirmados de contaminados pela variante. A Regional Metropolitana de Saúde fará uma investigação epidemiológica dos contatos.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, ainda não há transmissão comunitária porque os casos são isolados em cinco municípios diferentes. A confirmação acontece em paralelo ao trabalho de investigação epidemiológica da variante no Paraná, em parceria com o Ministério da Saúde. É possível que haja investigação também sobre São José dos Pinhais.

“Neste momento estamos realizando uma investigação ampliada e aprofundada no Estado para a avaliação do grau de transmissão da variante delta. É uma cepa considerada de atenção e por isso solicitamos o apoio do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (Episus), que tem equipes especializadas em investigações que exigem resposta rápida”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Segundo ele, o Estado tem um trabalho diário de vigilância, orientação e transparência sobre os casos confirmados. As recomendações para controle da contaminação, reforçou, seguem as mesmas. “Diante do cenário da Covid-19, ainda que estejamos avançando com a vacinação, precisamos manter as medidas preventivas como o uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento social”, complementou Beto Preto.

CASOS 

O primeiro caso confirmado da variante delta no Paraná foi em 2 de junho, em Apucarana, em uma mulher de 71 anos. Ela detectou a Covid-19 na segunda quinzena de abril, chegou a ser internada, mas teve alta no início de maio e está bem.

Na sequência, outros três casos envolveram pessoas do mesmo grupo familiar ou contatos próximos. O segundo confirmado foi em uma gestante, que teve contato com a filha do primeiro caso. Ela foi a óbito e o bebê, que teve resultado negativo para a Covid-19, está bem. O terceiro, um homem de 74 anos, marido do primeiro caso, também está bem. O quatro, ainda no mesmo “cluster”, foi do filho do primeiro caso, um homem de 58 anos. Ele morreu em meados de maio.

No dia 8 de julho foram confirmados outros três casos. Pela ordem: um homem de 60 anos em Francisco Beltrão, que teve alta e está bem; um homem de 28 anos em Mandaguari, que foi a óbito; e uma mulher de 59 anos de Rolândia, que está bem.

DADOS 

Desde o começo da pandemia 676 amostras foram sequenciadas, sendo 422 confirmações para a variante P.1 (Gama, brasileira). Dessas, duas pacientes coletaram duas amostras em períodos diferentes, sendo constatado P.1 em ambas, portanto, foram contabilizadas apenas uma vez. Portanto, são considerados 420 casos.

O Estado tem confirmados, ainda, um caso de P.1.1 e quatro casos de P.1.2. Da variante B.1.1.7 (alpha – Reino Unido) são dez resultados. Os outros casos são de P.2, B.1.1.28, B.1.1.33, B.1, B.1.1.1, B.1.375, B.1.1, B.1.195, B.1.1.119, B.1.1.220, B.1.98, B.1.498, B.1.617.2, B.1.566, B.1.1.250, B.1.243, B.1.1.304, B.1.501, B.1.1.114, A e N.9.

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Paraná confirma mais quatro casos da variante delta na região de Curitiba

A parnanguara Lucimar Josiane de Oliveira, de 44 anos, recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19 exatamente às 21h48 do dia 18 de janeiro de 2021. A enfermeira, que atua no Complexo Hospitalar do Trabalhador (CHT), foi a primeira paranaense a ser vacinada contra o novo coronavírus. Nesta sexta-feira (16), quase seis meses depois, são 5.364.524vacinados com a primeira dose ou com a dose única da vacina e quase 7 milhões de um mesmo gesto: vacina no braço.

“Assim que eu fui informada de que tinha sido escolhida como a primeira mulher, negra e enfermeira, a ser vacinada, me senti honrada. Fiquei muito feliz, muito grata e um pouco ansiosa, principalmente por estar na linha de frente. Naquele momento a gente ainda aprendia a lidar com doença, o que era correto ou não, o que era preciso ser feito, era um momento muito triste”, conta a enfermeira.

A vacina de Lucimar e de colegas da área da saúde marcou o início da campanha de imunização do Governo do Estado. Neste dia, pousou em solo paranaense, pela primeira vez, um avião carregado com 265.600 doses do imunizante CoronaVac, produzido pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Seis meses depois algumas dezenas de aviões pousaram em solo paranaense trazendocerca de 8 milhões de imunizantes.

Além do início da campanha de imunização, naquele momento a data marcou o 74º aniversário do Complexo Hospitalar do Trabalhador. A noite de 18 de janeiro foi realmente especial para os profissionais de saúde do complexo, que se tornou referência no atendimento de pacientes de Covid-19 na Capital e no Paraná.

Atualmente o Complexo Médico do Trabalhador conta com 91 leitos exclusivos para Covid-19 e 94 leitos de isolamento também separados para pacientes infectados com o novo coronavírus.

DESAFIO

Lucimar se formou em enfermagem em 2020 e nem desconfiava do desafio que enfrentaria naquele mesmo ano, em meio à maior crise sanitária do planeta. Contratada como bolsista em meados de março do ano passado, durante os reforços preparados pelo Governo do Estado na luta contra a pandemia, em alguns meses foi efetivada como enfermeira. Era preciso aumentar o quadro de profissionais da saúde que atuariam na linha de frente.

Seis meses depois de imunizada e um ano e meio do início do combate à doença, Lucimar reforça um alerta para que a população continue a manter os cuidados e lembra que a luta contra a doença que ainda não acabou.

“Estando na linha de frente, eu tenho que ter a consciência de que eu estou imunizada, mas os pacientes não, na maioria dos casos. Sempre oriento que mantenham o uso das máscaras, uso da lavagem das mãos e o uso do álcool gel. A vacina protege, mas a gente tem que ter o hábito de se proteger por conta própria. Ainda não podemos baixar a guarda. Ainda estamos numa guerra, né? Mas vamos chegar lá”, afirma a enfermeira.

No pronto-socorro de Covid-19 desde o início da pandemia, Lucimar conta que, apesar da vacina, a rotina no trabalho continua intensa. A enfermeira avalia que sem a proteção a situação estaria muito pior e lamenta que a divulgação de notícias falsas com relação à vacina tenha afastado muitas pessoas da fila imunização.

“Precisamos evitar as fake news, há muitas pessoas dizendo por aí que a vacina mata. Não, a vacina não mata, ela te protege. E não é porque eu fui imunizada que eu posso não adquirir a Covid-19, mas ter sido vacinada não deixa o vírus tão agressivo como ele pode ser em quem ainda não se vacinou”, explica.

Sobre a escolha das vacinas, outra novidade ruim da campanha de imunização e que estava completamente fora da imaginação coletiva nacional naquele 18 de janeiro, a enfermeira diz que os profissionais de saúde do setor público e privado estão orientando diariamente sobre a importância da imunização com a vacina que estiver à disposição nos pontos de atendimento.

“De fato as pessoas abrem mão de tomar a vacina que está disponível, esperando a vacina escolhida, como se isso fosse possível. A gente vem orientando muito que não é hora de escolher a vacina, a gente tem que ser imunizado”, enfatiza.

ESTRATÉGIA

Para o diretor-geral do Hospital do Trabalhador, Geci Labres de Souza, a estratégia de vacinação do grupo de saúde foi fundamental para a segurança no combate da doença. Seis meses depois dos primeiros vacinados, todos os trabalhadores do complexo estão completamente imunizados e o grupo não perdeu nenhum colaborador desde o início da vacinação.

“É importante destacar que durante todo o ano passado fomos um centro de referência de atendimento à Covid-19 na forma grave e ainda não havia vacina. Então vivemos o momento do medo das pessoas em levar a doença para casa, contaminar os familiares, alguns não queriam nem atender essa patologia”, recorda Geci.

“O complexo foi escolhido para a estreia da vacinação como reconhecimento a essa coragem e a essa disposição de atender as doenças infecciosas, algo que se espraia até os dias de hoje”, conta.

O diretor explica, ainda, em relação à imunização, que naquele momento foram vacinados os profissionais das UTIs, depois do pronto-socorro Covid-19, e em seguida os demais. A decisão trouxe segurança para todo o grupo, o que refletiu também na garantia de atendimento aos pacientes.

“Isso trouxe segurança e reconhecimento à importância desses profissionais. Além do risco de ter uma evolução desfavorável, poderíamos perder esse profissional para atender os leitos diariamente. Portanto, a estratégia de vacinar os profissionais de saúde, em especial os hospitais de referência para Covid-19, foi muito acertada e ficamos felizes porque recebemos no ano passado os primeiros pacientes do Estado do Paraná”, afirma o médico.

“Salvamos muitas pessoas com os nossos leitos estando abertos o todo tempo. Alguns hospitais tiveram quase metade dos seus funcionários contaminados no ano passado. Nós tivemos um número muito pequeno de contaminados e graças a Deus não perdemos nenhum funcionário durante toda pandemia por óbito em contaminação nesse hospital”, comemora.

Geci Labres de Souza diretor Hospital Trabalhador Foto Gilson Abreu/AEN

MARCO

A vacinação foi um marco no combate da doença. Porém, ainda é cedo para que a população relaxe na rotina de cuidados. Os casos estão diminuindo após a vacina, mas ainda não se trata de uma redução definitiva, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.

“Me perguntam se está diminuindo e eu digo: está reduzindo sim o número de consultas em Unidades de Pronto Atendimento e o número de novos contaminados diariamente. Mas ainda estamos longe do ideal. Os leitos dos hospitais mais complexos estão ocupados e é preciso ter cuidado”, explica Geci.

“É indispensável entender que a única solução para um problema tão grave é a vacinação, que é coletiva. Todas as vacinas são eficientes e, portanto, todas são benéficas para a sociedade”, enfatiza.

VACINAÇÃO 

Quase seis meses após o início da vacinação, o Paraná é o sexto em números absolutos que mais aplicou doses e o terceiro na contagem da população em geral (18 a 59 anos). Mais de 60% da população vacinável está imunizada com ao menos uma dose e 20% com a dose única ou segunda dose

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Com o avanço da vacinação, Paraná começa a criar escudo coletivo contra a Covid-19, diz Beto Preto

A Secretaria de Estado da Saúde registrou nesta quarta-feira (14) a menor taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19 desde 13 de fevereiro. Na época, o Paraná atingiu 77% de ocupação. Nesta quarta-feira (14), a taxa chegou a 75%.

Além disso, a taxa de reprodução do coronavírus (Rt) chegou a 0,69, segundo a plataformaLoft.Science. Esta é a segunda vez na semana que o Paraná registra baixa nestes dois índices.

“A baixa nos indicadores mostra a efetividade das medidas de prevenção reforçadas pelo Governo do Estado, e da vacinação, que tem acelerado em todo o Paraná. Mas ainda não é uma situação confortável, temos que ter cuidado, há novas variantes circulando, mas estamos caminhando para vencer essa pandemia”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Beto Preto.

LEITOS

Desde o início da implantação dos leitos exclusivos Covid-19 no Paraná, em 26 de março de 2020, 98,4 mil pessoas foram atendidas. Atualmente a média de permanência dos pacientes varia entre 11 dias em UTIs e seis em enfermarias. O Paraná soma 4.739 leitos exclusivos para atendimento de pacientes com a doença.

São 1.989 leitos de UTI nesta quarta-feira, mas o número já foi maior. Em 5 de julho, quando o Estado baixou de 90% a ocupação, eram 2.007 leitos. 

FILA

A fila de espera para transferência a leitos exclusivos também tem diminuído nas últimas semanas, segundo levantamento da Secretaria da Saúde. Dados desta quarta mostram que o Paraná tem 91 pessoas aguardando para serem transferidas, entre leitos clínicos e leitos de UTI. No mês passado, esta fila ultrapassou 1,2 mil pacientes.

“É importante ressaltar que, mesmo em fila, os pacientes estão sendo atendidos, mas a nossa prioridade é isolar esse atendimento e para isso, contamos com mais de 4,7 mil leitos exclusivos”, acrescentou o secretário.

O índice nunca chega a zero por conta de uma diferença de horário entre o momento de coleta de informações: enquanto a fila é contabilizada ao final de cada dia, o número de leitos de UTIs livres só é atualizado pela manhã. Um paciente só efetivamente “sai” da fila quando dá entrada no hospital, criando um espaço de tempo maior entre a atualização dos dados.

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